quarta-feira, 1 de junho de 2011

o futuro de uma ciência....

A Psicologia é uma profissão bastante desprezada por não existir divulgação sobre a sua importância para a sociedade. Não é raro mesmo nos dias de hoje, vermos dúvidas dos que desconhecem da profissão, em relação à sua funcionalidade, e muitas vezes, em relação à associação que fazem da Psicologia com a loucura. Sabendo sobre as dificuldades que existem em estudar a subjetividade humana, podemos entender que estamos ainda longe de atingir uma estabilidade que possa garantir no olhar social a compreensão do quão importante é a Psicologia.
Venho por esse meio de comunicação, expressar a minha indignação diante daqueles que pretendem ser psicólogos um dia. Apesar de ser um estudante de Psicologia, não me recuso a dizer sobre as deficiências dos que estudam essa área. Primeiro ponto que quero salientar é a seguinte questão; Muitos procuram o curso de Psicologia, com o objetivo de buscar um sentido para as suas angústias, isso não quer dizer que seja todos, mas uma grande parte. Segundo ponto, é o encantamento com o fato de “gostar de ajudar os outros”. Desde que ingressei na universidade, não me conformo com esse modelo de pensamento, pois penso que é justamente tais raciocínios que interferem na qualidade da profissão, e desse modo, faz dela um motivo para uma má compreensão social.
Entendo a Psicologia, no seguinte ângulo; é necessário entender que se meu objetivo é lidar com a interação paciente-psicólogo, é preciso antes de tudo me conscientizar que preciso me entender, para partindo do entendimento sobre o meu próprio eu, ser capaz de entender o outro, pois é assim que se faz a verdadeira terapia, em que a profissão estará interligada com a sua funcionalidade real. O fator “ajuda” é a conseqüência dos verdadeiros instrumentos, que é o “ me entender” e “entender o outro”. A ajuda não está em quem o paciente procura, mas sim naquele que busca ser ajudado (ou seja, nele mesmo). O fato de buscar uma ajuda, já é se ajudar. O que consigo perceber dentro do curso de Psicologia, é a forma distorcida que ele é visto. Por exemplo, muitos desconhecem da profundidade da qual esta área faz referência, e muitas vezes ignorando esse dado, flutua na superfície de uma vaga idéia de que ser psicólogo é lidar com aquilo que simplesmente está aparente. É claro que por este meio, entraremos em teorias psicológicas que nos levará a um extenso debate, e discordâncias, mas o que quero levantar para o destaque, é que o estudante de Psicologia necessita urgentemente entender que ele não será um bom profissional, se não entender as reais funções do que ele estuda, e muito menos, se ele não se dispuser a fazer uma terapia, para concluir o objetivo primordial, o “se entender”.
Quem pouco reflete, se distancia cada vez mais da finalidade do estudo psicológico. Psicologia é a reflexão sobre o homem, sobre os seus comportamentos, as formas nas quais conseguimos estabelecer interações. Mas não só isso é necessário compreender a existência da sensibilidade, que para muitos, “sensibilidade” é uma hipérbole da vida. Para esse efeito, é preciso procurar por uma terapia, para conhecer questões que jamais havia refletido, e além disso, perceber que é capaz de sentir, e compreender o sentido da “sensibilidade”, elemento bastante importante para a descoberta do homem, enquanto objeto de estudo. Enquanto não houver interesse em entender a real função da Psicologia, jamais haverá importância naquilo que se refere a ela ( que é bastante importante para o crescimento do homem, em todos os aspectos). Estudar Psicologia, é estudar a natureza humana em sua profundidade!

João Corumba